A Arte de Se Fazer Simpatizar

Ser simpático ou antipático pode depender da decisão do que se quer para sí; ou seja, é uma questão de escolha.

Perdemos a simpatia quando com frequência assumimos comportamentos, atitudes e ações que magoam, constrangem ou irritam os que conosco convivem.

Precisamos reconhecer alguns padrões de comportamento que nos podem fazer perder a simpatia:

  • Eximir-se sempre da culpa de tudo o que acontece de ruim e imediatamente transferí-la para outrem.
  • Estar sempre reclamando e parecendo chateados.
  • Nutrir um sentimento que não conseguem perceber ou aceitar, que é a inveja.
  • Estar sempre se fazendo de vítimas.
  • Sentir pena de si mesmos e se comportarem como se não tivessem qualquer poder sobre suas vidas.
  • Estão sempre jogando uma pitada de veneno em alguém que geralmente se encontra ausente e não pode se defender.
É preciso mudar isto! É preciso refletir por que estamos sendo tão severos com os que nos rodeiam, por que estamos sempre querendo denegrir a imagem de alguém, diminuí-la aos olhos dos outros.

Não vivemos sós. Vivemos em sociedade. Temos família, amigos, parentes, colegas de trabalho e estamos todos seguindo juntos nesta viagem pelas estradas da vida. Por que então, não tornarmos esta caminhada melhor?

Sabemos que ninguém é perfeito. Ha’ dias em que estamos cansados, irritados e mau humorados, mas nada justifica falta de educação, falta de ética e sensibilidade. Respeitar a ausência é bom e todos agradecem. Um bom parametro seria usar a boa e velha regra de ” fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem conosco.”

Precisamos entender que se não nos policiarmos e não melhorarmos nossas atitudes e comportamentos, vamos ficar cada dia mais amargos. E o que é pior, com o tempo, as pessoas vão se afastar de nós; já não seremos mais bem-vindos nas reuniões sociais, pois seremos reconhecidos como alguém que tem sempre algo de ruim para dizer sobre outras pessoas; não sendo de admirar que logo logo sejamos repudiados pelos que nos rodeiam, muitas vezes sem percebermos, aliviando até o ambiente quando dele nos afastamos.

A decisão de se fazer simpatizar, somente nós podemos tomar. Estamos dispostos a cuidar bem de nossas relações interpessoais ou vamos continuar nos comportando de maneira negativa. Alimentar esse comportamento é como alimentar um mau hábito, que com o tempo, vai se transformar num vício como qualquer outro mais grave.

Como tudo que é importante na vida, cuidar bem de nossos relacionamentos exige desejo, vontade, empenho, compromisso consciente, mas, sobretudo AÇÃO:

  1. Precisamos trabalhar para fazer da alegria, nossa companheira diária e  do sorriso no rosto, nosso cartão-postal, sem esquecermos de que quando sorrimos, até nas fotos ficamos mais bonitos!
  2. Fortalecer nosso auto-controle cultivando o bom humor. Temos aprendido que o homem que tem domínio sobre si mesmo pode superar mais e melhor os obstáculos.
  3. Fazer uma poupanca emocional – significa fazer coisas que nos dão prazer,  nos fazem melhores e nos deixam renovados: pode ser caminhar, correr dançar, pintar,escrever um diário e  até um livro. Não minimize sua capacidade!

A chave então é focar-se nas qualidades positivas das pessoas, pois como tudo na vida existe sempre o lado bom e o lado ruim. Lembrando sempre a velha regra que diz: “se  não temos nada de bom para falar de alguém, devemos ficar calados.” Nossas chances de nos fazermos  simpatizar vão crescer, pois o otimismo e o bom humor são contagiosos, e o mau humor e as fofocas não fazem bem a nenhum de nós.

E você, o que me diz?

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