Em relação à orientação familiar
Escrito sob Relações Familiares em 15/12/2008 14:14 por SoniaEm uma família de relativas condiçoes financeiras, nem tanto estruturada como deveria ser pela ausência de um bom pai; a mãe — agora responsável por todas as decisões — perde a oportunidade de ser a boazinha, e agora vive o dilema de querer ser a boazinha e ao mesmo tempo precisar usar de sua autoridade como o cabeça da família, para que o núcleo familiar prossiga sem sofrer solução de continuidade.
Como todos não pensam como um — o que por um lado é sorte, por outro pode ser a falta dela — uns conseguiram fazer amizades, outros preferiram ficar mais recolhidos e outros preferiram fugir do círculo de orientação e buscaram seus próprios caminhos, talvez dando mais atenção ao que lhe parecia mais alegre, mais leve, com menos amarras , mas podendo trazer sofrimento tanto para sí como para outros.
Eu me questiono: A respeito do amor fraternal e em relação à orientação familiar, o castigo corrige o caminho? E por que existe a tendência da maioria dos jovens dar mais importância ao que aprendem fora de casa do que lhes ensinam seus pais?
Eu penso que a ansiedade da mãe para não perder o controle a fez pensar que poderia conciliar as posições de amiga, de líder, de educadora; o que no papel pode parecer fácil, mas na vida real se transforma e pode tomar várias conotações. Isto por que na maioria das vezes os filhos têm a tendência de ver a mãe como aquela que cerceia, que poda, que castra, e se voltam mais para os amigos que vivem as mesmas inquietações e que buscam os mesmos caminhos; que os aceitam e não lhes mostram seus erros até porque tambem podem nem reconhecer o que está errado.
As perguntas podem parecer triviais, mas e você, o que me diz?
12/15/2008 at 15:34
Depende de como “castigo” está sendo usado. Na minha humilde opinião de pai, as crianças precisam entender que enquanto elas são livres para escolher suas ações, essas ações têm consequências.
Eu procuro reforçar comportamentos positivos, através de atenção, reconhecimento, e recompensas; ignorar comportamento negativo inconseqüente, e aplicar as consequências de mal-comportamento de acordo com expectativas pré-estabelecidas. Punição corporal é algo por vezes muito traumático tanto para pais como para os filhos, e freqüentemente usado como válvula de escape por parte de pais.
Obviamente que nem tudo sempre funciona de acordo “com o figurino” mas eu acredito que essa é uma maneira amorosa e eficiente de se criar filhos. Para maiores informações vide The Power of Positive Parenting : A Wonderful Way to Raise Children
e/ou a versão mais resumida em Parenting With Love: Making a Difference in a Day
.
Sobre a questão dos jovens, a minha opinião leiga é de que é resultado do jovem estar buscando sua independência e se tornar parte de um grupo, algo passageiro. Mas se os pais deixarem um canal aberto de comunicação com os filhos, eles provavelmente o utilizarão.
12/17/2008 at 15:47
Eu acredito que nao haja uma formula magica em relacao a criacao de seus filhos, e muito importante lermos bons livros, seguirmos bons exemplos de amigos, assistir programas desse topico, mas na verdade criancas sao diferentes umas das outras, nos, seres humanos somos diferentes, mesmo vindo do mesmo pai e mae, o que funciona com um pode nao funcionar com o outro, pois um tem um “genio ” mais forte, e mais atrevido, o outro e calmo, amoroso,passivo e obediente. Penso que nos como pais temos sempre que avaliar a situacao e ver que ” castigo” se adequa mais, sempre ensinado-os que toda acao tem sua consequencia,mas sempre deixando bem claro que nos os amamos muito, dando um abraco ou um beijo e verbalizando que estamos os punindo por amor e que aquilo nao mudou nada em relacao ao amor que sentimos por eles. Eles nao aprendem isso do dia pra noite, ate nos adultos somos vagarosos nesse aprendizado…. mas temos que ensina-los desde ja que essa e uma dar maiores regras da vida. ACAO-CONSEQUENCIA.
Em relacao aos jovens, penso que a adolescencia e uma das fases mais complicadas para os pais, e o momento que os filhos estao se descobrindo, de querer liberdade e fazer o que da na “telha”, mais uma vez, as pessoas sao diferentes, mesmo tendo uma boa criacao e um bom exemplo dentro de casa , filhos agem de formas diferentes,os pais de forma alguma devem se culpar ou questionar: “Onde foi que eu errei?” Tendo sempre em mente que voce esta fazendo o seu melhor e que esta expressando seu amor por seus filhos,pense: Isso e’ so uma fase!
Concordo que geralmente os jovens vao na onda dos amigos sim, mas tendo um bom exemplo dentro de casa e uma boa orientacao religiosa provavelmente as consequencias dessa fase nao serao tao traumaticas nem para os pais e nem para os proprios adolecentes , mas, mais uma vez, nao existe formula secreta, essa e’ a vida , todos passamos por isso, bem afortunados sao aqueles que puderam viver essa fase e que hoje podem ter experiencias para compartilhar com seus proprios filhos.
12/22/2008 at 22:15
Eu acho que so entendemos os nossos pais quando nos tornamos pais…
12/26/2008 at 8:28
Acho que os pais só podem fazer aquilo que podem fazer, ser um bom exemplo, ensinando por exemplo, demonstrar amor e que está ao lado do filho, orientar, supervisionar, corrigir mas no final a decisão final do caminho que se escolhe é sempre do indivíduo. Nem sempre são decisões sábias e isso pode resultar em consequências negativas que fazem os pais sofrer mas a eles só resta continuar amando seus filho e demonstrando amor.
01/04/2009 at 10:09
Com certeza somente depois de trilharmos o caminho temos condições de entender o que nossos pais gostariam que tivéssemos entendido e devido ao grande amor que têm por nós, desejavam impedir um provável sofrimento futuro. Obrigada por compartilhar conosco suas idéias.
01/04/2009 at 11:47
Quando compartilhamos, dividimos com o outro as nossas angústias, dúvidas e dificuldades, saindo todos, mais aliviadios, mais fortes, menos amargos e com novo alento.