Arquivo de 15 de dezembro de 2008

Em relação à orientação familiar

Em uma família de relativas condiçoes financeiras, nem tanto estruturada como deveria ser pela ausência de um bom pai; a mãe — agora responsável por todas as decisões — perde a oportunidade de ser a boazinha, e agora vive o dilema de querer ser a boazinha e ao mesmo tempo precisar usar de sua autoridade como o cabeça da família,  para que o núcleo familiar prossiga sem sofrer solução de continuidade.

Como todos não pensam como um — o que por um lado é sorte, por outro pode ser a falta dela — uns conseguiram fazer amizades, outros preferiram ficar mais recolhidos e outros preferiram fugir do círculo de orientação e buscaram seus próprios caminhos, talvez dando mais atenção ao que lhe parecia mais alegre, mais leve, com menos amarras , mas podendo trazer sofrimento tanto para sí como para outros.

Eu me questiono: A respeito do amor fraternal e em relação à orientação familiar, o castigo corrige o caminho? E por que existe a tendência da maioria dos jovens dar mais importância  ao que aprendem fora de casa do que lhes ensinam seus pais?

Eu penso que a ansiedade da mãe para não perder o controle a fez pensar que  poderia conciliar as posições de amiga, de líder, de educadora; o que no papel pode parecer fácil, mas na vida real se transforma e pode tomar várias conotações. Isto por que  na maioria das vezes os filhos têm a tendência de ver a mãe como aquela que cerceia, que poda, que castra, e se voltam mais para os amigos que vivem as mesmas inquietações e que buscam os mesmos caminhos; que os aceitam e não lhes mostram seus erros até porque tambem podem nem reconhecer o que está errado.

As perguntas podem parecer triviais, mas e você, o que me diz?

 
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